A polícia liberou laudos e provas. A perícia errou ao não isolar o local do desastre. As testemunhas dizem o que viram, ouviram, imaginaram. Mãe procura não dar declarações, mas participa de missa, show pela paz, vai ao portão de casa receber parabéns de desconhecidos. Pai e madrasta foram presos sem provas, soltos por habeas corpus, apedrejados; declararam inocência e nisto acreditam. A imprensa, ah imprensa, prensa. Não falo sobre culpa; não falo sobre responsabilidade. O único discurso possível, neste momento, é que de nada sei.
Tenho medo de Alexandre e Anna Carolina pré-julgados e aniquilados antes do esclarecimento da verdade. Mas meu medo ainda é maior ao imaginar que, sim, eles podem ter matado Isabella.
Ouça e leia Guilherme Fiúza.
Considero essencial para começar a pensar no assunto.
“Não vou tomar coca-cola.
Não quero ficar gorda como meu pai.
A Xuxa odeia gente gorda”
Escutei esta pérola de uma menina de 5 anos. Foi a resposta que ela deu para a atendente do Outback (Barra / RJ) quando esta perguntou o que ela gostaria de beber.
1) Quando eu tinha essa idade, quem dizia o que eu deveria ou não comer, beber, vestir, eram meus pais;
2) Meu pai não era gordo;
3) E desde quando Xuxa é parâmetro para alguma coisa.
Por onde andam os pais desta geração tão medíocre?

Não faz parte de cenografia de filme, não é falsa. É tão verdadeira quanto a situação alarmante do Zimbábue. Esta notinha de US$ 10 milhões foi a solução que o banco do país arrumou para deixar os bolsos dos habitantes mais leves. Com uma inflação de 25.000% ao ano, esta quantia só compra meia dúzia de pães.
